Mudar de país e recomeçar a vida nos Estados Unidos não é uma tarefa fácil. É preciso se adaptar a novos costumes, aprender um novo idioma, entender uma cultura distinta e lidar com as diferenças entre o Brasil e os EUA. Muitos que imigram, inclusive, buscam ter uma qualidade de vida melhor e fazer um pé de meia para retornar, em um futuro breve, para sua cidade natal.

Entretanto, enquanto você não realiza esse feito, vamos lhe ajudar a entender melhor 6 diferenças entre o estilo de vida brasileiro e o norte-americano para que você possa se adaptar melhor à sua nova realidade. Confira!

1. Maioridade em fases

Essa certamente é uma das diferenças mais lembradas e que mais gera dúvidas, e não é para menos. Enquanto, nos EUA, os jovens podem tirar a carteira de motorista ao completar 16 anos, no Brasil, a idade mínima é de 18 anos.

Embora, em solo brasileiro, ao completar a maioridade os jovens possam beber, o mesmo só é permitido aos 21 anos para os norte-americanos. Se você está confuso, não se preocupe: com o tempo, você se acostuma e entende que isso ocorre porque, nos EUA, a maioridade é concedida em fases, pois acredita-se que assim os jovens podem criar um senso de responsabilidade maior e têm mais noção dos seus deveres como adultos. Abaixo, seguem as 3 etapas da maioridade americana:

  • 16 anos: há permissão para tirar a driver license e direito ao voto, porém o jovem pode ser interrogado pela polícia sem a presença dos pais e responder criminalmente por crimes hediondos.
  • 18 anos: alcance da maioridade penal, sendo ele responsável por todos os seus atos civis e criminais. Além disso, é permitida, nessa idade, a compra e o consumo de cigarro.
  • 21 anos: ao completar 21, é possível entrar em casas noturnas, baladas e pubs e consumir bebida alcoólica.

2. Proibição de bebidas alcoólicas na rua

Há pouco, falamos sobre bebida alcoólica e a idade mínima para beber. Contudo, outra diferença bastante evidente entre ambos os países diz respeito ao seu uso.

Enquanto, no Brasil, é bastante comum ver pessoas com uma latinha de cerveja na rua, na praia e em outros lugares públicos, nos Estados Unidos isso é proibido. Não importa se o motivo é uma celebração ou uma data comemorativa — como as festas de fim de ano, por exemplo — você só pode beber dentro de estabelecimentos fechados.

Nem mesmo na calçada de um bar, restaurante ou pub é permitido beber! Caso algum policial o veja burlando a lei, você pode ser detido e ainda pagar uma multa.

3. Escola pública para todos

No Brasil, os pais que têm condições de pagar por escola particular para os seus filhos o fazem. Isso porque eles levam em consideração a qualidade do ensino, infraestrutura e segurança que muitas vezes ficam a desejar nas escolas públicas. Porém, nos Estados Unidos é diferente.

Os colégios públicos norte-americanos, além de serem a maioria, possuem ótima qualidade de ensino. Os professores são certificados em cada estado e muito bem remunerados, diferente do que acontece no ensino privado.

A seleção dos alunos ocorre pelo bairro onde você vai morar. Ou seja, o estudante é direcionado para a escola do distrito ou do seu bairro: a chamada homeschool. Mas se, ainda assim, a distância entre sua residência e a escola for superior a dois quilômetros, não há problema: o aluno pode usufruir do transporte escolar gratuito — aquele amarelinho que sempre aparece em séries e filmes.

Além disso, as escolas públicas são integrais, não têm uniformes e oferecem dezenas de atividades extracurriculares para os estudantes, que vão desde teatro e clubes de ciências a uma enorme gama de esportes e aprendizado de idiomas.

4. Salário mínimo e emprego

Diferente do Brasil, onde o trabalhador é pago em regime mensal com um salário fixo, nos EUA ocorre o contrário: você é pago pelas suas horas de trabalho. Ou seja, se não trabalhar não recebe.

Contudo, o valor que você receberá pode ser influenciado por diversos fatores, como:

  • As leis estaduais e federais referentes ao salário — as Leis de Padrões Justos de Trabalho (FLSA) são um exemplo.
  • A existência de comissões.
  • A possibilidade de contato com o público no seu emprego.
  • O recebimento de gorjetas.
  • As atividades desempenhadas no seu cargo.

A frequência do pagamento será baseada em um acordo bilateral, ou seja: decidido entre o empregado e o empregador. Juntos, ambos decidem se será mensal, semanal ou quinzenal.

5. As diferenças entre o Brasil e os EUA quanto à moradia

As moradias nos EUA variam muito de acordo com o bairro e o distrito, especialmente no que tange ao tamanho e à quantidade de cômodos que elas oferecem. Mas, de uma forma geral, as casas norte-americanas para alugar — e muitas que estão para vender — já são ofertadas com os eletrodomésticos incluídos.

Outra diferença é que a estrutura das residências talvez lhe surpreenda, já que você certamente está acostumado às construções brasileiras de alvenaria. Nos Estados Unidos, é bastante comum que elas sejam feitas de partes de madeira encaixadas que permitem a construção em tempo muito menor.

Depois, são revestidas por drywall, que é uma tecnologia que substitui as vedações convencionais internas. Os imóveis estadunidenses não possuem janelas em áreas como cozinha e banheiro, pois eles contam com sistema de ventilação forçada para dispersar a umidade, além de aquecedores que são usados nos meses mais frios.

6. Mercado automotivo

As diferenças entre o Brasil e os EUA também se estendem para o mercado automotivo e os preços praticados entre ambos os países.

Quem é apaixonado por carros entende bem o que estamos falando e sabe que, em solo norte-americano, as chances de conseguir um veículo de ponta por um valor mais justo e proporcional são muito maiores.

E isso se deve a algumas variáveis. Por exemplo, a alta carga tributária que incide sobre o preço final dos automóveis no Brasil, chegando a incríveis 32% do preço final, enquanto que nos EUA os impostos não ultrapassam a casa dos 9% do preço de venda. Outro fator é o elevado IPI para fabricantes que não produzem no Brasil, sem contar a margem de lucro que chega a 10% para revendedores brasileiros, enquanto a margem mundial é de 5. Nos Estados Unidos, essa margem não passa dos 3%.

Além, é claro, dos mais altos encargos trabalhistas do mundo — segundo levantamento da rede UHY, especialista em auditoria e contabilidade — já que 57,56% do valor bruto dos salários é pago apenas em tributos, enquanto a média global não chega nem a 25%. Com tantos custos, é natural que carros intermediários sejam vendidos no Brasil com preços de tops de linha.

Compreender as diferenças entre o Brasil e os EUA é um passo importante para definir uma nova vida no país que você escolheu como segunda casa. Por isso, aproveite nossas dicas e se beneficie das mudanças no seu cotidiano! Não deixe de conferir também algumas dicas de como economizar dinheiro morando nos Estados Unidos!

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