A diferença de preço de carro nos EUA e no Brasil é grande. Então, quando analisamos modelos esportivos ou com diversos itens de série, pode deixar muita gente mais surpresa ainda. O motivo principal dessa discrepância está na forma como os veículos são taxados em cada um desses países. Em solo brasileiro, os impostos relacionados são: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Programa de Integração Social (PIS). Entendeu o princípio dessa diferença? Continue a leitura e confira alguns pontos importantes, que devem ser levados em consideração, quando o assunto é comparar preço de carro no EUA e no Brasil.

Impostos

A carga tributária no Brasil é tão alta que pode representar até 60% do preço que está se pagando por um carro. Como o ICMS ainda é um tributo estadual, cada federação pode ter uma alíquota. Por isso, não é de se estranhar que um veículo em São Paulo pode ser mais caro ou mais barato do que em Minas Gerais, por exemplo.

Nos Estados Unidos, essa relação tributária é completamente diferente. O imposto recolhido pelo governo é definido por conta do peso do veículo. Dados do segundo semestre de 2016 indicaram que o valor médio cobrado sobre carros é de 6,1% – contra os quase 60% da carga tributária brasileira. Como no Brasil, as federações dos EUA diferem na porcentagem de taxação.

O que mais influencia nessas diferenças é o custo de produção em um país e no outro. E novamente há vantagens para negócios nos EUA.

Lucro das montadoras

As montadoras definem estratégias diferentes de atuação em cada um dos mercados. Para o Brasil, elas trabalham com margem de lucro em torno de 10%, na média. No lado norte do continente americano, o lucro fica na faixa dos 3%, por isso a maior aposta é no volume vendido. Nesse caso, ter preço mais competitivo é vantagem.

Mesmo quando essa comparação envolve converter o valor do dólar para o real, ainda assim os EUA ganham. Um dos exemplos mais comuns é relacionado ao Corolla, da Toyota. Que do lado tupiniquim o modelo topo de linha custa cerca de R$ 101,5 mil (2017) e para quem está em terra do Tio Sam, vai pagar em torno de R$ 68 mil.

As taxas de financiamento representam outro abismo entre as duas realidades. Os juros americanos podem chegar a 3% ao ano, mas na situação brasileira, pode ser cobrado entre 1,5% a 3% ao mês.

As diferenças continuam não só em questão de preço e formas de pagamento. Os modelos têm alterações até mesmo para atender exigências legais com relação a segurança que cada país determina.

Itens de segurança

Nos EUAs, os itens de série obrigatórios são freio ABS (antitravamento), airbags frontais – a grande maioria dos modelos também vem com bolsas de ar laterais, barras laterais e controle eletrônico de estabilidade. Sendo que o airbag é obrigatório desde 1995.

A lei brasileira exige, desde janeiro de 2014, ABS, airbag duplo dianteiro, sendo que a partir de 2018 serão cinto de segurança três pontos e encostos de cabeça para todos os ocupantes.

Para exemplificar, o mesmo Corolla mencionado acima, no modelo mais simples nos EUA vai ser vendido com oito airbags. A versão inicial brasileira tem cinco. Esses dados constam no próprio site da Toyota.

Suspensão

Carros norte-americanos têm a suspensão diferente, na comparação com os fabricados para rodar no Brasil. Os testes para aprovação também são diferentes, até mesmo porque as dificuldades de rodagem encontradas em vias brasileiras não são as mesmas das ruas e estradas norte-americanas. Gasta-se mais para preparar o veículo às condições da terra tupiniquim e isso vem embutido no preço final do produto.

A durabilidade das peças, é claro, também sofre influência dessa condição de rodagem tanto em um quanto em outro lugar. Nos EUA, elas duram mais pelo fato de serem menos exigidas, sem os milhares de buracos brasileiros.

Peças mais em conta

O maior volume de veículos rodando nos EUA reflete em preços menores das autopeças. Mesmo modelos da Mercedes, BMW, Land Rover, que são considerados de luxo, têm custo mais baixo, porque há mais carros dessas marcas circulando nas ruas. Na lei da oferta e procura, maior demanda representa preço mais baixo.

Comparação de preços no EUA e no Brasil

Carros que são desejo distante do cidadão brasileiro, estão bem mais acessíveis nos Estados Unidos. Veja nesta lista (preços aproximados por conta da variação de câmbio):

  • Camaro (Chevrolet) no Brasil, R$ 204 mil. Nos EUA, R$ 117 mil;

  • Range Rover Evoque (Land Rover) no Brasil, R$ 224 mil. Nos EUA, R$ 133 mil;

  • Frontier (Nissan) no Brasil, R$ 166 mil. Nos EUA, R$ 60 mil;

  • Golf GTi (Volkswagen) no Brasil, R$ 128 mil. Nos EUA, R$ 80 mil.

Para contextualizar, o salário mínimo brasileiro está em R$ 937, mas nos EUA ele é uma média de US$ 7,25 por hora (pode variar para até US$ 12, dependendo da federação), o que equivale a R$ 3.480 por mês para quem trabalha 40 horas semanais.

Vantagens da compra de seminovos nos EUA

Como os veículos na terra do Tio Sam tem valores muito mais acessíveis, comprar um sonho de quatro rodas é algo muito mais fácil de ser conquistado. Ao se escolher seminovos no mercado, o baixo custo do preço de carro nos EUA reflete em negócios melhores ainda. Esses modelos têm a característica de estarem em excelente condição, terem baixa quilometragem e possuírem menos de cinco anos de uso. Nesses moldes, não é difícil achar opções que ainda estão dentro da garantia da fábrica.

Ao escolher um 0km, existem várias vantagens, mas é preciso fazer a conta do que acontece na hora de revender: o valor pode cair em torno de 30%, por exemplo. Em contrapartida, o seminovo garante maior estabilidade no valor de revenda.

Esses usados muito conservados também podem garantir maior conforto. Isso porque o comprador pode escolher modelos com mais itens de série, melhor motorização e pagando menos.

Descobrir essas informações garante não só entender um pouco do mercado de veículos, como saber o que esperar do preço de carro no EUA e ter mais conhecimento, para fazer as contas e fechar o melhor negócio.

Lembre-se, procurar revendas consolidadas é também diferencial que sempre precisa ser buscado. É bom confiar com quem se negocia.

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