A compra de um carro usado nos EUA representa várias conquistas. Garantir, de vez, um modelo top de linha, com diversos opcionais e muito conforto, é uma delas. Em partes, trata-se também de um investimento, pois envolve comodidade e status.

Ao mesmo tempo em que é preciso ter o dinheiro para fazer essa aquisição, não dá para fechar um negócio de qualquer jeito. Descubra, a seguir, os detalhes fundamentais deste importante passo!

1. Pesquise preços

Estar por dentro dos valores é um passo fundamental para fazer bom negócio. As diferentes marcas, as condições de uso do automóvel e o ano de fabricação, entre outros fatores, fazem com que cada veículo tenha uma variação de preço. Por isso, é essencial pesquisar.

Apenas lembre-se de que modelos com muitos opcionais tendem a ter uma desvalorização de mercado maior. Se, na hora da compra, você faz um bom negócio, tenha em mente que quando for vender a desvalorização pode ser maior.

Essa pesquisa pode ser feita em sites específicos de venda de veículos. Alguns permitem realizar comparações, para você verificar o que cada modelo tem de destaque.

Verifique também os anúncios de jornais. Essa opção te dará uma ideia dos preços praticados em uma localidade específica. Se você tem em mente uma faixa de valores que permite definir o quanto é caro e o quanto é barato, vai ter bons argumentos para negociar.

2. Leis as regras sobre venda de carro usado nos EUA

Vale ressaltar que, nos EUA, cada estado pode ter leis específicas com relação às regras de consumo. Algumas federações são mais pró-consumidores do que outras.

No caso de Massachussetts, por exemplo, onde há uma grande comunidade brasileira na região de Boston, existem regulamentações estritas para a venda de carros novos e usados. É a chamada Lemon Law.

Outra exigência é que veículos usados sejam submetidos à inspeção 7 dias antes da venda. Essa é uma forma interessante de garantir que o comprador está fazendo um bom negócio. Em estados onde a regulamentação é mais rígida, até mesmo os representantes comerciais precisam estar cadastrados no governo.

Uma importante orientação para quem vai comprar carro é ficar atento às regras que os departamentos que tratam sobre a relação de consumo no estado editam. Isso serve mais como uma forma de proteção, principalmente quando se precisa acionar quem vendeu o veículo por conta de algum defeito.

3. Saiba mais sobre a Lemon Law

A chamada Lemon Law é o conjunto de regras que cada estado norte-americano tem para regular as relações de consumo. Ela envolve não só a questão dos automóveis, mas também outros produtos (o mais comum, entretanto, é se tratar sobre veículos).

Essas regras vão ajudar a resolver impasses que não conseguem ser solucionados com a garantia que é ofertada. Dependendo do estado, há algumas restrições com relação à aplicação da lei para venda direta ou por meio de uma loja.

Em cada federação, a Lemon Law específica é administrada por uma entidade ligada ao governo estadual. Em geral, é o departamento de relações de consumo e regulação de negócios que trata sobre o tema.

O conjunto de regulamentações também costuma ser dividido em áreas. Entre elas, está a de novos veículos, os financiados (leased vehicles), usados e o uso prático das regras.

4. Confira regras e prazos

Dentro das regras que tentam controlar e promover a venda de veículos usados nos EUA, a Lemon Law tem orientações específicas quanto a certas garantias e até mesmo a especificações que caracterizam o negócio. Novamente, é importante ressaltar que cada estado norte-americano tem sua regulamentação.

No exemplo de Massachussetts, mencionado anteriormente, a regra define como carro usado o que for vendido tanto por vendedor quanto pelo próprio proprietário, custar no mínimo US$ 700 ou tiver menos do que 125 mil milhas no odômetro na hora da venda.

A garantia é de 90 dias e 3.750 milhas, sendo que o vendedor, nesse período, precisa providenciar qualquer reparo necessário (por afetar diretamente a segurança). Claro que essa cobertura só é válida se o defeito não tiver sido causado pelo mau uso do comprador — situação semelhante à que é definida no Brasil.

Nessa garantia, o vendedor pode até cobrar US$ 100 por conta dos reparos, mas isso precisa estar descrito no contrato para ter validade. Dependendo do caso, quem vendeu pode inclusive oferecer para comprar o carro de volta pelo mesmo preço, se for decidido que ele não o consertará.

Quando a venda for feita diretamente com o proprietário, ele está obrigado, por lei, a informar possíveis defeitos. Se o problema surgir depois do negócio e houver prova de que o antigo dono sabia da situação, a devolução do dinheiro deve ocorrer nos primeiros 30 dias após a compra. E o cancelamento do trato pode ser solicitado se o reparo necessário ultrapassar 10% do valor do veículo.

5. Lembre-se de que a cobertura não atende a todos

A Lemon Law especifica que nem todos os modelos estão submetidos às regras estabelecidas. Isso pode variar de estado para estado, mas, no geral, motor homes, veículos off-road, aqueles que são apenas para uso de empresas e os que sofreram danos por negligência do dono, acidentes e atos de vandalismo não estão incluídos.

Se você estiver procurando por modelos muito personalizados, procure saber previamente se esse tipo de carro está coberto ou não pelas leis da relação de consumo.

6. Faça um test drive 

Ao entender com detalhes e ter uma boa noção dos critérios legais e dos preços sobre os automóveis, rodar com o modelo desejado representa um importante quesito para se decidir pela compra.

O test drive é crucial para identificar se aquele tipo de carro é exatamente o que você espera. Portanto, faça avaliações com relação ao seu uso diário. Verifique a facilidades de estacionamento, o posicionamento dos bancos e o painel de instrumentos.

Essas questões farão parte de sua rotina depois da compra do automóvel. Não será possível mexer ou mesmo reclamar se a visibilidade não for tão boa quanto você esperava e o conforto, que parecia ser um, apresentar-se bem diferente ao andar em ruas e rodovias.

A única saída para resolver problemas com relação à adaptação ao modelo é acostumar-se ou vender e procurar outro. Nem todo mundo pensa em detalhes ligados à rotina e ao uso do carro em diferentes situações — e se ele está adaptado a elas.

Comprar um esportivo para uso diário pode ser legal no começo, mas o consumo será alto e pode ser que a vaga para estacioná-lo não seja tão simples de encontrar. Essa avaliação está, também, condicionada à verificação das partes mecânicas do veículo.

Test drive mecânico

Ao constatar o que de luxo e tecnologia um veículo a ser adquirido pode ofertar, dirigi-lo antes do negócio é exigência para ouvir barulhos do interior, da suspensão, do câmbio e do motor. Claro que um especialista pode identificar condições de uso com mais precisão, mas um motorista comum notará se algo aparenta estar errado ao conduzir o carro por ruas, avenidas e rodovias.

Tente notar se, ao virar a chave, a partida logo é acionada ou o motor fica pesado para começar. Barulhos muito estridentes não são bom sinal. Fuja do negócio se algo do tipo for percebido.

Durante a volta pela cidade, passe em lombadas e tente sentir barulhos vindos da suspensão ou estalos. Se há algum defeito ou peça a ser substituída, ela vai se denunciar com esses sons.

Um teste muito fácil de ser feito (e que funciona) é esterçar toda a roda e fazer uma volta inteira. Trata-se de um verdadeiro esforço para a suspensão — e algum defeito será notado durante essa avaliação. Realize o procedimento dos dois lados.

Para identificar se o carro está puxando para algum dos lados, dirija em uma via que seja plana e solte a direção em velocidade baixa. O veículo precisa andar em linha reta. Se pender para um dos lados, há defeitos que causam isso, entre eles a necessidade de balanceamento, roda torta ou mesmo uma batida que tenha entortado o chassi.

Outra avaliação essencial é observar o desgaste dos pneus. Caso eles estejam “comidos” de forma muito diferente, algum defeito pode estar presente na suspensão ou na roda.

7. Analise o “coração” do veículo

Ainda nessa etapa de test drive, saber a condição do motor, que faz toda a máquina funcionar, deve ser determinante para a compra. Um problema no “coração” representa gasto alto e, muitas vezes, um período de espera pelo conserto. 

Um carro que apresenta algum defeito do tipo só deve ser comprado se for uma oportunidade única, com preço muito abaixo do mercado. Mesmo assim, é preciso avaliar o gasto que se terá com o reparo para ver se compensa mesmo.

Já na partida, é possível ouvir o barulho (ou o chamado “ronco”) do motor. Não se pode ouvir qualquer som estridente ou que pareça que há metal batendo em algum componente.

Observe também se sai fumaça do escapamento a cada acelerada. Definitivamente, ela não pode ser preta ou branca, o que demonstra desgaste do motor ou a necessidade de conserto do sistema de injeção eletrônica.

É preciso acelerar mais forte para exigir um pouco mais do motor e perceber se algo errado acontece. Em condições normais, nenhuma fumaça desses dois tipos sai do escapamento.

Não deixe de levantar o capô e puxar a vareta de medição do óleo. Além de mostrar o nível, ela pode apontar como está a viscosidade e a cor do lubrificante.

Se houver um líquido esbranquiçado no medidor, é sinal de que passou água para o óleo. Isso ocorre quando a junta do cabeçote queima. Em resumo, trata-se de um defeito caro para ser corrigido.

O óleo muito escuro também demonstra que o atual proprietário não estava cuidando da manutenção, como a troca do lubrificante. Erros como esse causam desgastes no motor e, mesmo que ele não esteja fazendo barulhos estranhos, saiba que o veículo foi exigido além de suas condições normais.

8. Teste a embreagem

A embreagem compõe o sistema que faz o veículo andar. O conjunto permite que as marchas sejam engatadas e a energia do motor seja transferida para as rodas. O desgaste da peça é comum com o tempo, e o conserto é relativamente caro.

No caso de venda do carro, esse problema, que parece difícil de ser identificado, pode ser percebido por um leigo a partir de um teste simples, mas que tem efetividade em automóveis que não são automáticos.

O pedal da embreagem é um “termômetro” para verificar o estado da peça. Ele precisa se mostrar macio quando acionado. Seu endurecimento é sinal de que a embreagem (ou alguma peça do kit) está com defeito.

9. Verifique o estado de conservação

Avarias, riscos e arranhões na lataria precisam ser analisados antes de qualquer compra. Esses pequenos defeitos desvalorizam bastante o carro e podem ser difíceis de serem consertados.

Correr os olhos e passar a mão na lataria ajuda a observar qualquer situação anormal. A presença desses problemas pode significar não o fim do negócio, mas um pedido de redução do preço final.

Também é preciso deitar para ver embaixo do carro. Procurar por sinais de batida, amassados e outras imperfeições. Essa observação permite identificar até mesmo possíveis colisões anteriores.

10. Confira borrachas e vidros

Alguns defeitos pequenos passam, muitas vezes, despercebidos para quem não os procura cuidadosamente. Esse é o caso de minúsculos trincos em vidros, que podem ser causados por pedras. Trincos grandes, claro, são facilmente percebidos e, ao se fazer uma vistoria, o comprador pode reclamar. 

Os problemas menores precisam ser observados de forma mais minuciosa e, apesar de aparentarem “inofensividade”, podem ser ampliados com alguma mudança de temperatura ou outro objeto que atinja a superfície. Nessas situações, será preciso fazer a substituição.

Nas portas, o ideal é verificar se os vidros sobem e descem com tranquilidade ou ficam agarrando em algum momento. As borrachas têm a função de isolamento para barulhos do exterior e vedação. Se estiverem ressecadas, não cumprem esse papel e podem dificultar o fechamento de portas e porta-malas.

11. Cheque a pintura

Um dos itens que mais chamam a atenção em um carro é sua pintura, pois se trata da primeira impressão que o veículo vai deixar. Dá para entender por que a análise de tal quesito é tão importante, não é?

Riscos, marcas, cicatrizes… Tudo isso deixa uma impressão ruim e faz com que o preço do automóvel fique menor no mercado. Mesmo que o reparo não seja dos mais caros, danos desse tipo são muito prejudiciais.

Um detalhe que precisa ser observado pelo comprador é a diferença nas tonalidades da pintura no chassi. Além de formar a parte estética, a cor também tem a função de proteger contra sinais do tempo. O sol, a chuva e a neve de alguns locais podem desgastar a pintura com o passar dos anos.

Somam-se a isso outras condições, como fezes de pássaros, maresia e seiva de árvores. Se não houver o cuidado devido, com o uso de ceras, por exemplo, o desgaste fica mais acentuado e “cria” novas cores para o veículo.

Relação entre pintura e preço

Uma variante condicionada ao valor do carro é a cor dele. As mais chamativas têm personalidade forte, tornam-se selecionadas, mas nem por isso são as que proporcionam maior potencial de revenda. Na hora da compra, saiba que ter um carro “notável” pode ter seu preço na hora de passar para frente.

Um dos tons mais comuns no mundo é o branco, que conseguiu ter algumas variações e ficou personalizado, principalmente em modelos mais caros. Na sequência, aparecem o preto, o prata e o cinza.

Um estudo apresentado na Austrália, em 2007, pelo Monash University Accident Research Centre, demonstrou que os veículos com cores claras tiveram 10% menos envolvimento em acidentes durante o dia. A comparação foi feita com carros de tons mais escuros, como preto, azul, cinza, verde e até mesmo prata.

Ainda assim, essa questão da segurança não é exatamente um critério determinante para o negócio, ao menos em se tratando de preço. Isso porque nem as seguradoras levam em consideração detalhes como esse.

12. Dê preferência para as marcas mais vendidas

Quando se trata de popularidade, nem mesmo os carros ficam de fora. Marcas mais comuns e com boa aceitação no mercado sempre representam melhores negócios, com perda muito menor no quesito valor.

Quando se pretende comprar um automóvel usado nos EUA, entender esses detalhes faz a diferença porque influencia diretamente no preço que se pagará. Ao se colocar na ponta do lápis os custos do negócio, dar preferência para modelos desse tipo é uma vantagem.

Entre as que podem ser elencadas aqui, estão as peças de reposição, que são mais acessíveis e fáceis de serem encontradas. O potencial de revenda é grande e, dessa forma, o risco de perder muito dinheiro diminui e a garantia de fazer uma boa compra acaba sendo representativa.

Nos EUA, os mais “queridinhos” dos últimos anos incluem os seguintes modelos:

  • Acura TL;
  • Dodge Charger;
  • Camaro;
  • Focus;
  • BMW 3 Series;
  • Toyota Highlander;
  • Fusion;
  • Nissan Maxima e Altima;
  • Honda CR-V;
  • Mustang;
  • Ford Escape;
  • Malibu;
  • Impala;
  • F-150;
  • Civic;
  • Corolla;
  • Camry;
  • Accord.

13. Lembre-se da documentação

Um veículo usado nos EUA segue regulamentos um pouco diferentes em cada estado. O registro precisa ser feito na regional do Department of Motor Vehicles (DMV), na Secretary of State (SOS), no Department of Revenue (DOR) ou na Motor Vehicle Division (MVD).

Antes de realizar esse registro, o novo proprietário precisa obter a inspeção de segurança, a cobertura por um seguro e a aprovação em teste de emissões. Os custos para esse tipo de registro variam.

Depois desse processo, é possível ter a placa do veículo registrada. O vendedor repassa o certificado para o novo dono, em um tipo de transação semelhante ao que acontece no Brasil.

As taxas cobradas variam de acordo com o estado, peso e ano de fabricação do carro. Como mencionado antes, cada federação tem sua política e, em algumas, as exigências são maiores e consideradas mais favoráveis ao consumidor.

O pagamento é anual e definido com base na data de nascimento do proprietário. Inclusive, quem não paga em dia e apresenta um registro já expirado pode ser preso. 

14. Saiba quais itens devem ser testados

As inspeções exigidas para liberar o registro de um carro usado nos EUA seguem certo padrão em quase todo o país. São averiguados itens como luzes, freios, paletas para chuva (tanto na frente como atrás), pneus, vidros, cintos de segurança e carcaça.

Essas averiguações podem ser feitas em lojas privadas autorizadas pelos governos estaduais, que, em geral, não mantêm unidades próprias para realizar o serviço. Se o veículo não é aprovado no teste, há um período para que sejam feitos o conserto e uma nova submissão à avaliação.

15. Não se esqueça da procedência

Um dos itens mais importantes e que traz tranquilidade para o novo comprador é saber qual é a origem do veículo. Conhecer o dono e saber como ele utilizava esse carro é fundamental para garantir a condição do bem.

Uma maneira de realizar essa pesquisa detalhada é tendo acesso ao manual do automóvel. Sempre que for negociar um carro usado nos EUA, pergunte ao vendedor onde está esse documento e peça para analisá-lo.

16. Descubra o histórico

O histórico do carro também pode ser requisitado ao antigo proprietário. Ele detalha diversas informações, como: registro de fraude no odômetro, envolvimento em acidente e caso de furto ou roubo. Tal registro é conhecido como Vehicle History Report (VHR), mas também pode ser chamado de VIN check, VIN number ou VIN lookup.

Para emiti-lo, é preciso ter em mãos o número de identificação do automóvel, chamado de Vehicle Identification Number (VIN). Algumas vezes, é preciso pagar para obter esses detalhes — mas compensa, já que se trata de uma grande segurança. No VIN check, é possível verificar:

  • passado do antigo dono;
  • possíveis dívidas ligadas ao carro;
  • manutenção feita;
  • dados do registro veicular;
  • situação do odômetro;
  • danos por inundação;
  • histórico de acidentes;
  • condições do airbag, entre outros detalhes.

Para garantir todo esse detalhamento, é preciso obter o VIN number, que fica disposto em algumas partes do carro, como na frente, embaixo do capô, do lado do motorista, no painel e na parte interior do para-lama dianteiro.

Depois de anotar esse registro, procure uma empresa que possa fazer a pesquisa de todos os dados. É possível, também, requisitar que o vendedor disponibilize o relatório a você, condicionando o fechamento do negócio a isso.

17. Atente-se a questões essenciais

Algumas alterações em itens veiculares podem causar grandes prejuízos ao novo proprietário. A adulteração do odômetro, que indica quanto um carro já foi rodou, é uma irregularidade que influencia no valor e maquia uma condição de uso.

Nos EUA, essa ilegalidade pode gerar graves penalidades para o vendedor. Em alguns estados, se for pego, ele recebe pena e o negócio é cancelado.

Os 17 tópicos descritos neste post permitirão que você pesquise, procure as melhores opções e entenda as regras e garantias que estão envolvidas na compra de um carro usado nos EUA.

Agora que você tem muito mais informação e detalhamento de como procurar e fechar o melhor negócio na terra do Tio Sam, deixe seu comentário sobre situações e experiências (positivas ou não) pelas quais já passou ao tentar ou comprar um veículo!

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